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O
namoro cristão(Síntese)
O
namoro é um tempo de experiência, de vivência de
amor entre um homem e uma mulher – em geral, jovens -, que se
decidem a fazer uma caminhada de conhecimento profundo um do outro,
para saberem se têm todas as condições de unir suas
vidas para sempre. Essa união tem como finalidade formar um lar,
um ninho de amor, em que possam realizar o seu sonho de felicidade e,
ao mesmo tempo, em que possam acolher com amor os filhos que Deus lhes
confiar.
Namoro é um tempo em que um casal de jovens faz uma caminhada
de preparação para o casamento, a fim de formar uma família.
Se o namoro não tiver essa finalidade, então não
é um verdadeiro namoro.
O tempo do namoro se destina muito ao conhecimento mútuo dos
namorados. É preciso que o jovem conheça profundamente
a jovem namorada, e que ela conheça profundamente o namorado,
a fim de que ambos saibam e possam avaliar e discernir se, de verdade,
eles têm as condições necessárias para poderem
unir estavelmente suas vidas para formar um lar.
O namoro deve ser um tempo de conhecimento profundo das qualidades,
das virtudes, das boas intenções e da honestidade, bem
como das fraquezas, das limitações, dos problemas e até
vícios que os enamorados têm, para que avaliem bem, coloquem
em uma balança e tire sua conclusão se deve continuar
ou não... se há condições de prosseguir
para um noivado e o casamento, ou se essa caminhada de namoro deve ser
interrompida. Não deixem as paixões lhe cegar!
Se durante o namoro os enamorados não chegam a conhecerem-se
em maior profundidade, após o casamento podem perceber o erro
que fizeram e a conseqüência são as muitas desilusões.
E isso é um dos principais motivos das separações
hodiernamente. No namoro podem haver algumas ilusões criadas
pelos jovens namorados em especial, quando pensam que nada mudará
após o casamento, tudo será sempre uma brincadeira de
troca de carícias etc., mas estão iludidos, basta juntarem
as escovas para perceberem que uma fede mais do que a outra, e muitos
são os exemplos que poderiam serem apresentados, que com certeza
você já ouviu falar, mas talvez acredite que não
acontecerá com você e o/a seu/sua namorado(a).
Como seria importante que os namorados fizessem uma listas das qualidades
e defeitos de ambos e pudessem dialogar e chegarem a um bom termo e
que dessem um direcionamento em suas vidas tendo em vista o aprimoramento
das qualidade e a conversão total das limitações,
defeitos e qualidades.
Acima falei que a paixão cega. E é a essa que dedico minha
atenção agora, para que possam os namorados não
se deixarem levar pelas paixões desordenadas que denigrem a imagem
do ser humano. As paixões deixam os namorados cegos de tal forma
que o apaixonado não consegue ver os erros de sua paixão.
Quando a paixão é desordenada ela leva a um relacionamento
mais sensual, erótico do namoro, prejudicando assim, a um namoro
que poderia caminhar de forma sadia, sem nenhuma mistura erótica
que viesse a aflorar no homem e na mulher apenas sentimentos carnais,
pois quando nos namorados se vivencia mais os atos carnais, eróticos,
sexual, deixam de lado o verdadeiro sentido do namoro que é alimentar,
dia após dia, o amor que deve existir entre um homem e uma mulher,
mesmo que um dia ela ou ele não possam mais dá prazer
carnal um ao outro. Caso isso aconteça, saberemos se houve um
profundo conhecimento no tempo do namoro e se eles não estão
unidos apenas por coisas superficiais e secundárias, externas
ao amor vivido a partir do desejo do Criador, Deus, pois superaram a
dificuldade que está no campo material e passarão por
cima desta barreira, vivendo gradualmente o amor na família.
Na troca de carinhos, beijos, abraços, afetos e tantas outras
formas de demonstrar o seu amor.
Por fim, quero dizer aos enamorados, principalmente aos jovens e as
jovens, que não existe maior prova de amor do que o respeito,
a fidelidade, a responsabilidade e o compromisso assumido um para com
o outro até o dia em que selará na Igreja Católica
diante de Deus uma aliança de amor para o resto de suas vidas.
Ai sim, a mulher não mais pertence a si e nem o homem pertence
a si, mas ambos se entregam, um ao outro, em sinal de amor e fidelidade,
na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até
que a morte os separem. Amém.
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