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1.
APRESENTAÇÃO GERAL
Com alegria estamos apresentando o PROJETO DE EVANGELIZAÇÃO
ARQUIDIOCESANO 2009-2011, como resultado da nossa 48ª. Assembléia
Pastoral Arquidiocesana, realizada em dois momentos: o primeiro, constando
de três encontros, um por cada Região Pastoral (Região
Pastoral Sertão Central/Cabugi, Mato Grande e Salineira, realizado
nos dias 14-15/11/08; Região Pastoral Agreste, Potengi e Trairi,
realizado nos dias 19-20/11/08; Região Pastoral Urbana, realizados
nos dias 25-26/11/08). O segundo momento, a Assembléia Geral,
no dia 10/12/08, na qual foram votadas, retificadas e aprovadas as pistas
para o presente Projeto, seguindo as DGAE(Diretrizes Gerais da Ação
Evangelizadora da Igreja no Brasil – Doc. 87-CNBB – 2008-2010)
. O Calendário de Atividades 2009, como parte integrante do Projeto,
tem como pano de fundo a CELEBRAÇÃO DO ANO JUBILAR DO
CENTENÁRIO DA DIOCESE DE NATAL(29/12/2008 – 29/12/2009),
que culminará com a realização do I CEMAR (Primeiro
Congresso Eucarístico Missionário Arquidiocesano) nos
dias 26-29 de dezembro de 2009.
Entre as várias atividades queremos dar destaque, em primeiro
lugar, ao PROJETO DE FORMAÇÃO MISSIONÁRIA(em anexo
– elaborado pela nossa
Coordenação Pastoral com o apoio de um grupo de padres
e de leigos/as), que consta, num primeiro momento, da CONVOCAÇÃO(ou
RE-CONVOCAÇÃO) MISSIONÁRIA, em janeiro 2009, onde
devemos cadastrar e formar durante todo o ano de 2009 cerca de 20(vinte)
mil missionários/as de toda a nossa Arquidiocese, para uma atuação
específica em suas comunidades, culminando com a participação
destes por ocasião do I CEMAR, num grande mutirão de visitas,
panfletagens, participação nas palestras e demais atividades
deste Congresso.
Para a implementação deste Projeto, requer-se uma adesão
de todos e de todas,com a conseqüente conversão pastoral(saindo
de uma pastoral de conservação para uma pastoral essencial
e eficazmente missionária). Primeiro, a necessidade da realização
da SETORIZAÇÃO DAS PARÓQUIAS e a DESCENTRALIZAÇÃO
DAS VÁRIAS ATIVIDADES PASTORAIS, previstas na 2ª. Diretriz
deste mesmo Projeto. O Projeto de Formação Missionária
só terá sucesso se realizado a miúde, Setor por
Setor Paroquial, envolvendo todos os Agentes Pastorais ali residentes,
coordenados pelo CPP(Conselho Pastoral Paroquial) e/ou a COMIPA/Animação
Missionária Paroquial, tendo à frente o maior responsável
por esta ação que é o Sacerdote que está
à frente da Paróquia, em conjunto com os demais Padres
que, por ventura sejam Vigários
Paroquiais, os Diáconos, as Religiosas (inseridos na ação
evangelizadora) e o LEIGO/A ARTICULADOR/A DE PASTORAL PAROQUIAL (de
imprescindível presença e participação).
Pedimos aos irmãos Presbíteros o esforço e a priorização
desta ação, como COORDENADORES GERAIS, PRINCIPAIS ANIMADORES
DA DIVERSIDADE
MISSIONÁRIA, APAIXONADOS POR JESUS CRISTO E PELO SEU REINO...
Sabemos e reconhecemos a dedicação de vocês, mas
pedimos um empenho ainda maior para colocar esta nossa IGREJA PARTICULAR
DE NATAL (já centenária) EM ESTADO PERMANENTE DE MISSÃO,
como requerem Aparecida e a Igreja do Brasil.
Outra ação importantíssima é a MISSÃO
CENTENÁRIA, a cada dia 29, envolvendo, não só os
agentes pastorais, grupos, movimentos, comunidades, mas, também,
todos os fiéis, em especial aqueles que participam das missas
dominicais para que neles seja despertado o DISCIPULADO e o COMPROMISSO
MISSIONÁRIO.
Por fim, lembramos que as Diretrizes: Promover a dignidade da Pessoa,
Renovar a Comunidade e Construir uma Sociedade Justa e Solidária
serão vivenciadas na medida em que assumirmos e concretizarmos
nas atividades em nível Arquidiocesano, Zonal, Paroquial... como
forma de executar as PISTAS DE AÇÃO aprovadas na Assembléia,
tendo sempre presente aquelas 4 EXIGÊNCIAS INTRÍNSECAS
DA EVANGELIZAÇÃO: Serviço-Diálogo-Anúncio-Testemunho
de Comunhão.
Para que isto se viabilize é importante que cada Agente Pastoral/Missionário(a)
tenha sempre em mãos este livrinho com o presente Projeto, aplicando-o,
adaptando-o à sua realidade, dando o bonito sentido de uma IGREJA
CASA E ESCOLA DE COMUNHÃO. Assim, é importante que nas
reuniões de cada Zonal, nas reuniões de Ponta Negra, na
própria Coordenação Pastoral à medida em
que for se aplicando este Projeto vá também se avaliando,
redirecionando-o, sem perder de vista o seu “fio condutor”
que são as DGAE que devem nos levar sempre ao discipulado-missãocomunhão,
a partir do ENCONTRO COM A PESSOA DE JESUS.
Assim, meus caríssimos
irmãos, minhas queridas irmãs, convidamos e convocamos
a todos e a todas para este grande mutirão de evangelização...
Contamos, pois com a adesão de todos e de todas. Que Nossa Senhora
da Apresentação, nossa Mãe e querida Padroeira,
nos fortaleça no discipulado e na missão do seu Filho
e Senhor nosso, Jesus Cristo, para que Nele todos tenhamos vida em abundância.
Diác.
Francisco Adilson da Silva
Coordenador Arquidiocesano de Pastoral
D.
Matias Patrício de Macedo
Arcebispo Metropolitano
2.
INTRODUÇÃO
Numa realidade tão complexa que nos interpela constantemente
e que dissocia fé e vida, o planejamento da ação
pastoral é imprescindível. De fato, o agir evangelizador
da Igreja nestes dias exige de cada um o empenho apaixonado, o entusiasmo
constante e a determinação firme no seguimento a Jesus
Cristo.
Contudo, o planejamento pastoral não é uma simples técnica
para obtenção de
resultados. Neste sentido, não pode estar preso à tecnocracia
pastoral. Antes, trata-se de uma ferramenta de facilitação
da ação evangelizadora. Por este motivo, tem uma função
muito clara: permitir que a Igreja, particularmente, a Igreja diocesana,
desempenhe melhor a sua missão.
Assim compreendido, o planejamento da ação pastoral tem
duas características fundamentais: a primeira, não pode
ser imposto verticalmente; a segunda, não pode inibir a ação
incontrolável do Espírito Santo, que age na história
e conduz a Igreja.
Com respeito ao primeiro ponto é preciso destacar o seguinte:
o planejamento é resultado de uma caminhada e deve contar com
a participação de todos. Precisa apresentar uma visão
orgânica e sistêmica, mas sem prejudicar a criatividade,
a inovação e o dinamismo da ação evangelizadora
na comunidade. Na verdade, a riqueza da ação pastoral
está exatamente neste dinamismo, nesta criatividade. Um planejamento
que obstruísse essa característica seria grandemente prejudicial
à ação evangelizadora. A segunda característica
do planejamento pastoral vai neste sentido. Com efeito, um plano
pastoral não é um remédio para todos os males.
Sempre haverá, durante a caminhada, problemas cuja solução
não é contemplada pelo plano pastoral, pois haverá
desafios que não foram previstos, mas que precisam ser contornados
com criatividade. Sempre haverá no meio da comunidade, ações
de generosidade e de doação com os quais não contávamos
quando planejávamos a ação pastoral, mas que devem
estar inseridas na caminhada. É a ação do Espírito
Santo à qual não podemos nos fechar em nome das diretrizes
e metas da ação pastoral.
O Projeto de Evangelização Arquidiocesano que agora apresentamos
é produto desse esforço coletivo. E ainda mais: é
o resultado de um aprofundamento do que vem a ser a missão da
Igreja, tal como apresentado pelo Documento de Aparecida e pelas Diretrizes
Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010
(DGAE).
Sobretudo, é o resultado de um momento muito rico para a nossa
diocese: o seu Centenário. De fato, cem anos de caminhada nos
assiste e, portanto, o esforço por querer acertar, por querer
permitir que todos dessa Igreja particular sejam discípulos missionários
a partir do encontro pessoal com Jesus Cristo, envolve a todos: bispo,
padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas. Professores
Josailton Fernandes e Josélia Carvalho Assessores.
3.
ASPECTOS METODOLÓGICOS:
A CONDUÇÃO DOS TRABALHOS
O Projeto de Evangelização Arquidiocesano para o triênio
2009-2011 resultou de um processo envolvendo comunidades, paróquias,
zonais e regiões. Foram sujeitos ativos na sua construção:
pastorais, movimentos e serviços existentes em nossa diocese.
Articuladores paroquiais leigos, articuladores e coordenadores de zonais
e de regiões, lideranças comunitárias, coordenadores
de setores da diocese, coordenação pastoral, conselho
pastoral e assessores estiveram de forma direta ou indiretamente envolvidos
nas atividades de avaliação, reflexão, debate e
votações, que resultaram no presente documento.
O planejamento segundo as Regiões da Arquidiocese – Região
Pastoral Agreste, Potengi e Trairi; Região Pastoral Sertão
Central-Cabugi, Mato Grande e Salineira; Região Urbana –
permitiu um debate mais aberto, uma reflexão mais aprofundada
dos problemas e desafios a serem superados e um compromisso maior de
todos com a construção e, certamente, a implementação
das pistas sugeridas tanto para a região quanto para a diocese.
Assim, a coordenação pastoral da diocese, tendo já
à sua frente os aspectos que deveriam orientar os trabalhos de
planejamento – as DGAE 2008-2010 e o Documento de Aparecida –,
passou a desenvolver esforços que permitissem colher das paróquias
suas avaliações da caminhada pastoral. Estas avaliações
serviram de base para as avaliações dos zonais, a partir
das quais, já em assembléia por região, resultaram
as avaliações da caminhada pastoral de cada região.
Além das avaliações de cada região em suas
assembléias, refletiram o Documento das DGAE 2008-2010 e indicaram
pistas para a sua caminha pastoral no triênio, bem com como sugeriram
pistas de ação pastoral para a diocese. Em uma assembléia
geral, constituída por coordenadores das regiões, articuladores
dos zonais, conselho pastoral arquidiocesano e coordenações
de setores, foram escolhidas as pistas para a Arquidiocese em meio às
sugeridas pelas regiões.
A seguir, apresentaremos então o objetivo do presente Projeto
de Evangelização, seu tempo de execução,
uma breve fundamentação, as avaliações,
as pistas de cada região, as pistas indicadas para a diocese
e as atividades planejadas para o Ano Centenário de 2009.
4.
PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PLANO
A elaboração do plano pastoral em nível de zonal
e nas paróquias e comunidades deverá sempre tomar como
referência as pista indicadas e aprovadas pela diocese. Isto porque
as mesmas não contradizem, antes são especificadas em
cada região. Portanto, as pistas das regiões são
particularidades que respondem aos desafios próprios de cada
realidade, mas sempre à luz das pistas sugeridas para a diocese.
5.
OBJETIVOS
5.1. Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Igreja no
Brasil(DGAE 2008-2010 – CNBB – Doc 87): Evangelizar, a partir
do encontro com Jesus Cristo, como discípulos missionários,
à luz da evangélica opção preferencial pelos
pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, participando
da construção de uma sociedade justa e solidária,
“para que todos
tenham Vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
5. 2. Objetivo da ação evangelizadora na Arquidiocese
de Natal para o triênio
2009-2011: Evangelizar, a partir do encontro com Jesus Cristo, renovando
as comunidades e paróquias nas dimensões da pessoa, da
comunidade e da sociedade, formando autênticos discípulos
missionários, valorizando a família e a juventude, promovendo
o exercício efetivo da opção preferencial pelos
pobres, à serviço da vida.
6.
TEMPO PARA EXECUÇÃO:
A partir de 2009, ano comemorativo do Centenário da diocese,
até 2011.
7. FUNDAMENTAÇÃO:
Caminhar é sempre um esforço. Principalmente, quando a
estrada é repleta de
percalços, os quais insistem em nos atrasar, em favorecer as
nossas quedas e em impossibilitar passos mais largos. É o desafio
de descer da montanha, tendo tomado consciência da presença
de Deus atuante em Jesus Cristo. O simples e humilde homem de Nazaré
é participante da Natureza Divina (Mt 17,1-13; Mc 9, 2-13; Lc
9, 28-36). É preciso descer da montanha para dar testemunho,
para anunciar esta novidade. Propor ao ser humano a adesão plena
ao projeto de Vida nova em Jesus Cristo, convidá-lo à
comunhão com Deus, no amor, na solidariedade, na partilha e na
misericórdia para com o próximo.
A Igreja nos oferece hoje dois grandes referencias para essa caminhada
de fé: o Documento de Aparecida e as Diretrizes da Ação
Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010. Referências essas
que estão em conformidade com os grandes projetos e programas
de evangelização da Igreja: o Concílio Vaticano
II, os documentos das Conferências Episcopais Latino-Americanas,
particularmente, Medellín e Puebla, os projetos “Ser Igreja
no Novo Milênio” e “Queremos Ver Jesus, Caminho, Verdade
e Vida”.
Neste novo contexto, somos convidados a impregnar toda estrutura eclesial
e
todos os planos com uma FIRME DECISÃO MISSIONÁRIA (DGAE
2008-2010, n.8); somos desafiados a viver uma COMOÇÃO
e EXPERIMENTAR a alegria de sermos discípulo missionário,
para que nossos povos tenham vida em Cristo, construindo uma Igreja
que seja “Casa dos Pobres”.
Assim sendo, passa a ser imprescindível aquilo que o Documento
de Aparecida
coloca como uma CONVERSÃO PASTORAL. Isto é, um estilo
pastoral adequado ao mundo urbanizado, que atinja as pessoas através
de práticas pastorais e estruturas evangelizadoras renovadas
e revigoradas.
De fato, no mundo pós-moderno, num mundo globalizado, de tantas
complexidades, o seguimento a Jesus Cristo nos compromete com uma Igreja
casa e escola de comunhão, em que os discípulos compartilham
a mesma fé, esperança e amor, a serviço da missão
evangelizadora. Neste sentido, o Documento das DGAE 2008-2010 (n. 52)
diz que “É urgente uma evangelização muito
mais missionária, em diálogo com todos os cristãos,
a serviço de todos os homens”.
Com efeito, observando as exigências intrínsecas da evangelização
– o serviço, o diálogo, o anúncio (querigmático)
e o testemunho de comunhão –, devemos caminhar, trazendo,
preferencialmente, o excluído, o marginalizado, para essa grande
peregrinação, sem nos instalarmos na comodidade, no estancamento
e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres (DGAE
2008-2010, n. 55). Em diálogo constante com a PESSOA, a COMUNIDADE,
e a SOCIEDADE, somos chamados, como Igreja missionária, a oferecer-lhes
a PALAVRA DE DEUS, a celebração da EUCARISTIA e demais
SACRAMENTOS, bem como a CARIDADE FRATERNA e o SERVIÇO aos pobres.
O seguimento a Jesus Cristo, tal como é apresentado no Documento
de Aparecida e tal como é indicado nas DGAE 2008-2010, é
feito no comprometimento com uma sociedade justa e solidária,
com a renovação da comunidade e com a firme defesa da
dignidade da pessoa. Daí, é preciso ressaltar a conversão
pastoral. Realmente, “A necessidade dessa conversão torna-se
ainda mais intensa, considerando que a nossa maior ameaça é
o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, na qual tudo
aparentemente procede com normalidade, mas na verdade a fé vai
se desgastando se degenerando em mesquinhez” (DGAE n. 213, citando,
DA n. 12 e conferência
pronunciada por Ratzinger, J. Situação atual da fé
da teologia).
8.
RESULTADOS DA AVALIAÇÃO POR REGIÃO
8.1. Região Pastoral Sertão Central-Cabugi, Mato Grande
e Salineira Sem dúvida, muitas atividades foram realizadas pelos
zonais e paróquias no decorrer do ano. Algumas, inclusive, com
dificuldades. No entanto, estas atividades, quando avaliadas à
luz das DGAE-2008-2010 e do Documento de Aparecida, ainda não
são expressivas de uma Igreja e de uma ação pastoral
verdadeiramente missionária, centrada na comunhão e participação.
Isto se revelou muito preocupante nos zonais da região: o V zonal,
por exemplo, disse que é preciso fortalecer e intensificar as
ações missionário-sociais junto aos pobres e excluídos;
alerta para a falta de conversão pessoal e pastoral e para a
necessidade do fortalecimento da rede de comunidades, bem como o fortalecimento
da integração entre as pastorais. O referido zonal ainda
lembra a necessidade da formação dos agentes, como uma
forma de mostrar o caminho de ser Igreja comprometida com os ensinamentos
de Jesus Cristo.
O VI zonal destaca com relação à construção
dessa Igreja missionária de comunhão e missão,
a necessidade de articulação entre as paróquias,
no sentido de financiamento das atividades e eventos dos zonal, bem
como a implementação de serviços e atividades nos
quais se expressem com mais vigor o tríplice múnus: Palavra,
Liturgia e Caridade. É importante que na caminhada missionária
do zonal, da região e das comunidades haja momentos de avaliação
dessa caminhada, uma melhoria da comunicação e um acompanhamento
regular e sistemático das atividades planejadas e realizadas.
Somente dessa maneira pode-se ter resultados eficazes com respeito à
construção de uma Igreja realmente “casa dos pobres”.
O VII zonal acrescenta a todos esses desafios o seguinte: as dificuldades
de
implementar a formação juntos aos agentes das comunidades
de maneira que torne a sua ação pastoral de fato missionária
(embora ainda haja esforço neste sentido, tais como a Escola
da Fé e Missionária e encontros de formação),
é preciso lembrar que a Igreja tem sido pouco profética.
E, ao invés de ser “Casa dos Pobres”, é casa
de poucos, com uma atividade que se restringe apenas à administração
dos sacramentos. Neste sentido, o que se apresenta é uma pastoral
da conservação – o devocionismo – e o esquecimento
da missão ad gentes. O referido zonal alerta para essa falta
de integração, de ompanheirismo
na caminhada pastoral, situação à qual chama de
“solidão e isolamento pastoral das paróquias”.
Mas, apesar de tudo isso, é preciso lembrar momentos importantes,
de luzes, como, por exemplo, as Semanas Missionárias. Diz o zonal
“[...] as SMP foram uma grande e benéfica novidade da Igreja,
que sai de si e vai ao encontro do outro”.
Atentos então a esses desafios, a grande meta é superá-los
com vista a impregnar todas as estruturas e planos pastorais do espírito
missionário.
8.2. Região Pastoral Agreste, Potengi e Trairi O agir pastoral
desta região, conforme o que se apresenta nas avaliações
dos zonais, pode ser classificado em três grandes grupos: a) AÇÕES
DE CONSERVAÇÃO: organizações das pastorais,
participação nos encontros dos zonais, estruturação
física das paróquias, missas de cura, retiros, catequese
por ocasião da Primeira Eucaristia, do Matrimonio e do Batismo,
terços dos homens, formação das pastorais; b) EVENTOS:
romaria da juventude, romaria de Frei Damião, festas de padroeiro,
festivais de música; c) AÇÕES MISSIONÁRIAS
Mas, diante do desafio de avançar rumo a uma Igreja missionária,
de comunhão e participação, diante do desafio de
uma ação evangelizadora comprometida com o anúncio
de Jesus Cristo, com o serviço, com o diálogo e com o
testemunho, as dificuldades se apresentam provocadoras: resistência
dos agentes de pastoral às mudanças, individualismo, desarticulação
de algumas comunidades, falta de unidade entre pastorais e movimentos,
falta de perseverança dos agentes no trabalho pastoral, falta
de compromisso, êxodo da juventude (o que dificulta o trabalho
com esse seguimento), falta de espírito combativo por parte dos
pobres (o que dificulta a sua organização, despreparo
político dos agentes). E, por fim, uma distância aparentemente
insuperável entre a intenção e o agir concreto.
Contudo, os zonais da referida região se mostram otimistas com
respeito à oportunidade de caminhar sob o horizonte da missionariedade:
assumir uma ação pastoral renovada, de acordo com o que
é pedido nas DGAE 2008-2010 e no Documento de Aparecida. Neste
sentido, ações começam a germinar: o VIII zonal,
por exemplo, lembra a proposta de setorização da paróquia
e reconhece sua importância; ressalta a necessidade de fortalecimento
das articulações no zonal. O IX zonal destaca o valor
das visitas domiciliares pelos missionários e a necessidade da
comunidade promover campanhas de assistência aos mais pobres.
O X zonal lembra a formação dos discípulos missionários
com vistas ao surgimento de lideranças.
8.3. Região Pastoral Urbana O zonal é um espaço
de articulação das paróquias. Neste sentido, aglutinam
em torno de si as preocupações, os desafios, os objetivos
da ação pastoral de uma dada porção do povo
de Deus. Portanto , é um espaço que favorece a construção
da pastoral de conjunto.
Muitas são as atividades que vem sendo realizada nos zonais,
refletindo então a ação pastoral paroquial. Foi
mencionado, por exemplo, a formação, a crisma, semanas
missionárias, semana nacional da família, caminhadas,
romarias, encontrões em níveis de zonais e outros.
No entanto, estamos longe de uma Igreja tal como a preconizada pelas
DGAE
2008/2010. É preciso, tendo em vista esse fim, impregnar a ação
pastoral tanto em nível de zonal quanto em nível paroquial,
de uma renovação, do revigoramento de suas estruturas.
É preciso ressaltar o acolhimento, favorecer a construção
ou a formação de comunidades de base, chegar com vigor
e urgência aos condomínios fechados, realizar o protagonismo
dos leigos, sair do comodismo, assumir como discípulos missionários
o segmento a Jesus Cristo, abrir-se à renovação,
à setorização das paróquias e assumir um
posicionamento firme em favor dos pobres.
Neste sentido, é importante destacar que a construção
de uma Igreja comunhão-participação, de uma Igreja
casa dos pobres, de uma ação pastoral renovada, exige
que não nos percamos no trato das pequenas coisas, não
nos detenhamos nos pequenos obstáculos, mas caminhemos revigorados
para as grandes metas: promover e formar discípulos missionários
que comuniquem o dom do encontro com Jesus Cristo.
9.
AS PISTAS APROVADAS PARA CADA REGIÃO
9.1. REGIÃO PASTORAL AGRESTE, POTENGI E TRAIRI
Dimensão Pessoa:
Promover a defesa e o resgate da pessoa. Fortalecer a formação
dando ênfase à educação política,
despertar a missionariedade valorizando o protagonismo juvenil.
Dimensão Comunidade:
Promover a setorização paroquial e fortalecer as pequenas
comunidades a fim de torná-las verdadeiramente missionárias.
Dimensão Sociedade:
Fortalecer o diálogo com o mundo a educação e com
os meios de comunicação social, apoiar a formação
de leigos que possam atuar nos conselhos, sindicatos e associações.
9.2. REGIÃO PASTORAL SERTÃO CENTRAL, CABUGI, MATO
GRANDE E SALINEIRA
Dimensão Pessoa:
Formação e Juventude.
Dimensão Comunidade:
Missionariedade.
Dimensão Sociedade:
Trabalhar a consciência social e política a partir da Doutrina
Social da Igreja em favor da vida e da cidadania.
9.3. REGIÃO PASTORAL URBANA
Dimensão Pessoa:
Defender a dignidade da pessoa, executando ações junto
à família, como lugar de realização humana:
1. preparação do matrimonio; 2. acolher casais de segunda
união; 3. respeitar e valorizar o idoso;
Fortalecer a formação, despertando a consciência
missionária em todos os seguimentos, especialmente junto à
juventude.
Dimensão Comunidade:
Renovar a paróquia para que seja lugar de formação,
missão e comunhão: 1. animação bíblica;
2. tornar efetivas ações que levem a vivência ecumênica;
3. as paróquias devem se tornar comunidades vivas e dinâmicas:
a. setorizar a paróquias; b. adequação à
realidade urbana;
Dimensão Sociedade:
Mobilizar a sociedade para buscar a implantação de políticas
públicas para o bemestar da pessoa: 1. segurança pública;
2. combate à pobreza e à exclusão social
10.
PISTAS APROVADAS PARA A ARQUIDIOCESE
10.1. Dimensão Pessoa:
Valorizar a família, como geradora de vida e lugar privilegiado
de realização humana, despertando sua missionariedade,
à luz da Palavra de Deus.
Fortalecer a presença da Igreja Arquidiocesana nos diversos setores
da sociedade, incrementando a ação social a partir do
protagonismo dos leigos, como exercício da opção
preferencial pelos pobres.
10.2. Dimensão Comunidade:
Assumir a conversão pastoral a partir da renovação
da Paróquia, realizando a
setorização territorial e a descentralização
do trabalho pastoral, com o fortalecimento da formação
bíblico-teológica, para um discipulado essencialmente
missionário, na vivência da comunhão eclesial;
Ir ao encontro dos católicos afastados valorizando o contato
pessoal.
10.3. Dimensão Sociedade:
Formar a comunidade eclesial sobre a Doutrina Social da Igreja, enfocando
políticas públicas de combate à pobreza e à
exclusão social, e capacitando para a atuação nos
conselhos, sindicatos e associações, em favor da vida
e da cidadania.
Implantar a Escola de Fé e Política em âmbito arquidiocesano.
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